Modelos de certificação INMETRO: 1a, 1b, 2, 3, 4, 5 e 6
Os modelos de certificação do RGCP vigente são 1a, 1b, 2, 3, 4, 5 e 6. O Modelo 1b corresponde à certificação de um lote identificado. Materiais antigos podem chamar a certificação por lote de Modelo 7, mas essa nomenclatura não deve ser usada para processos atuais conduzidos com base na Portaria Inmetro nº 200/2021.
Onde os modelos de certificação são definidos
A Portaria Inmetro nº 200/2021 aprovou os Requisitos Gerais de Certificação de Produtos, o RGCP. O documento organiza requisitos comuns aos programas que utilizam o mecanismo de certificação.
O RGCP não decide sozinho qual modelo se aplica a um produto. O Requisito de Avaliação da Conformidade específico, conhecido como RAC, informa quais modelos são permitidos para o objeto, além de definir família, amostragem, ensaios, auditorias, manutenção, recertificação e validade do certificado.
Por isso, o modelo não deve ser escolhido apenas pelo volume de importação, pelo porte da empresa ou por uma preferência comercial. Primeiro é necessário confirmar o produto, o RAC vigente e as alternativas expressamente admitidas.
Quais são os modelos do RGCP vigente
| Modelo | Característica geral |
|---|---|
| 1a | Avaliação de uma ou mais amostras representativas do produto, conforme o RAC |
| 1b | Avaliação de um lote identificado, com amostragem e ensaios definidos pelo RAC |
| 2 | Avaliação inicial seguida de atividades de manutenção previstas no modelo e no RAC |
| 3 | Avaliação inicial e manutenção com avaliação periódica da produção, conforme o RAC |
| 4 | Avaliação inicial e manutenção com características próprias definidas pelo RAC |
| 5 | Avaliação inicial, auditoria do sistema de gestão da qualidade e do processo produtivo, ensaios e manutenção |
| 6 | Certificação de processos ou serviços quando o RAC adota esse modelo |
As definições resumidas ajudam a compreender a estrutura. A aplicação prática precisa seguir o texto integral do RGCP e o RAC do produto.
Modelo 1a
O Modelo 1a avalia uma ou mais amostras representativas. O certificado se relaciona aos itens avaliados nas condições definidas pelo programa.
Esse modelo não deve ser confundido com certificação de lote. Também não possui aplicação automática para todo produto. O RAC precisa adotá-lo e estabelecer as atividades necessárias.
Modelo 1b: certificação por lote
O Modelo 1b é o modelo atual de certificação por lote. O lote deve ser identificado e rastreável. A amostragem, a quantidade de unidades, os ensaios e os critérios de aceitação ou reprovação seguem o RAC específico.
O certificado do Modelo 1b se limita ao lote avaliado. Um lote posterior não é automaticamente coberto, ainda que tenha a mesma marca, modelo ou fabricante.
Materiais antigos podem usar a expressão Modelo 7 para lote. Em conteúdo atual, propostas, certificados e orientações baseadas no RGCP aprovado pela Portaria nº 200/2021, deve ser utilizada a nomenclatura Modelo 1b.
O Modelo 1b não é exclusivo de importadores. Sua característica regulatória é a avaliação de um lote identificado. A origem nacional ou estrangeira do produto não altera essa definição.
Modelos 2, 3 e 4
Os Modelos 2, 3 e 4 combinam avaliação inicial e atividades de manutenção com estruturas diferentes. A forma de coleta, a origem das amostras, os ensaios e a periodicidade dependem do modelo e do RAC.
Não é correto afirmar que o Modelo 2 pertence automaticamente a microempresas, artesãos ou pequenos fabricantes. Alguns regulamentos podem limitar uma alternativa a determinado perfil de fornecedor, mas essa condição decorre do RAC específico e não de uma regra universal do RGCP.
Modelo 5
O Modelo 5 é usado em programas que exigem acompanhamento da produção. A avaliação pode incluir:
- solicitação e análise documental;
- definição do modelo ou da família;
- auditoria do sistema de gestão da qualidade e do processo produtivo;
- definição do plano de ensaios;
- coleta de amostras;
- ensaios em laboratório conforme as regras aplicáveis;
- análise crítica e decisão de certificação;
- avaliações de manutenção e recertificação.
Não existe validade anual universal para certificados do Modelo 5. A validade, a periodicidade da auditoria, os ensaios de manutenção e a recertificação são definidos no RAC do produto.
Modelo 6
O Modelo 6 é destinado à certificação de processos ou serviços quando previsto pelo RAC. A avaliação considera as características do processo ou serviço e as atividades estabelecidas no programa aplicável.
Ele não deve ser apresentado como uma variação simplificada do Modelo 5. Cada modelo possui finalidade própria dentro da estrutura do RGCP.
Certificação e Declaração do Fornecedor são mecanismos diferentes
A Declaração do Fornecedor não é um modelo de certificação da tabela do RGCP. Quando o regulamento estabelece esse mecanismo, o próprio fornecedor declara a conformidade com base nas evidências exigidas e cumpre as etapas de registro, manutenção e renovação quando aplicáveis.
Na certificação, um OCP conduz a avaliação e emite o certificado após a decisão favorável. Na Declaração do Fornecedor, não existe emissão de certificado por OCP como etapa central.
Consulte também o guia sobre Declaração do Fornecedor INMETRO e a explicação da Portaria Inmetro 200/2021 e do RGCP.
Como identificar o modelo aplicável
- Identifique tecnicamente o produto e sua finalidade.
- Localize a Portaria e o RAC vigentes.
- Confirme inclusões, exclusões e definições do escopo.
- Verifique quais modelos de certificação são admitidos.
- Consulte os critérios de família, amostragem e ensaios.
- Confira manutenção, recertificação, registro e importação.
- Confirme se o OCP possui acreditação para o escopo correspondente.
A página de certificação INMETRO da ABCP reúne informações institucionais sobre a avaliação da conformidade conduzida pela certificadora.
Custos e prazos dependem do produto
O RGCP não estabelece uma tabela comercial de preços nem um prazo único para todos os processos. Custos e cronogramas dependem do produto, do RAC, do modelo, da quantidade de famílias, dos ensaios, da localização da unidade fabril, da disponibilidade do laboratório e do tratamento de eventuais não conformidades.
Faixas genéricas podem induzir decisões erradas. A estimativa deve ser construída depois da identificação do escopo e das atividades efetivamente exigidas.
Os Modelos 1a, 1b, 2, 3, 4, 5 e 6 aparecem na estrutura do RGCP aprovado pela Portaria Inmetro nº 200/2021.
O modelo atual é o Modelo 1b. O lote precisa ser identificado e avaliado conforme a amostragem e os ensaios definidos pelo RAC específico.
Não em processos atuais baseados no RGCP da Portaria nº 200/2021. Materiais antigos podem usar essa nomenclatura, mas o equivalente atual para certificação por lote é o Modelo 1b.
Não. O Modelo 1b caracteriza a avaliação de um lote identificado. O RAC informa quando ele pode ser usado.
Não. A periodicidade de auditorias, ensaios, manutenção e recertificação depende do RAC do produto.
Não. A Declaração do Fornecedor é um mecanismo de avaliação da conformidade definido pelo regulamento do objeto. Ela não integra a tabela de modelos de certificação do RGCP vigente.
Fontes oficiais
- Portaria Inmetro nº 200/2021 e RGCP
- Produtos e serviços regulados pelo Inmetro
- Modelos de LPCO para importação
Conteúdo informativo. O modelo, as etapas e as periodicidades devem ser confirmados no RAC vigente e nas características do produto. Revisado em 17/08/2026.
Certificar com a ABCP
A ABCP conduz avaliações da conformidade dentro dos escopos acreditados e das regras aplicáveis. Envie a identificação do produto, fabricante, unidade fabril e documentação disponível para iniciar a solicitação formal.
Conteúdo técnico e informativo, elaborado com base nas fontes oficiais citadas. Os requisitos aplicáveis dependem do produto, do regulamento vigente e da avaliação formal.