Fabricação contínua e lote isolado representando modelos distintos de certificação
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Modelo 5 vs Modelo 1b no INMETRO: fabricação contínua ou lote

O Modelo 5 acompanha a fabricação por meio de avaliação inicial, auditoria, ensaios e manutenções previstas no RAC. O Modelo 1b avalia um lote identificado. A escolha entre eles só existe quando o regulamento específico do produto admite as duas alternativas.

Guia técnicoLeitura: 7 minAtualizado em 17/08/2026

Qual é a diferença central

O Modelo 5 foi estruturado para programas que exigem acompanhamento da produção. O certificado abrange os modelos ou famílias avaliados e permanece condicionado às manutenções e à recertificação previstas no RAC.

O Modelo 1b concentra a avaliação em um lote identificado. O certificado se limita ao lote avaliado e não cobre automaticamente lotes posteriores.

Materiais antigos podem chamar a certificação por lote de Modelo 7. No RGCP vigente, aprovado pela Portaria Inmetro nº 200/2021, a certificação por lote corresponde ao Modelo 1b.

CritérioModelo 5Modelo 1b
Objeto da avaliaçãoProdução e produto conforme o RACLote identificado
Auditoria do sistema de gestãoAplicável conforme RGCP e RACNão integra a estrutura normal da certificação do lote
AmostragemDefinida para avaliação inicial e manutençõesDefinida para o lote identificado
ManutençãoPrevista conforme o RACNão existe ciclo periódico para o lote já avaliado
RecertificaçãoConforme validade e regras do RACNovo lote exige nova avaliação quando submetido à certificação
Alcance do certificadoModelos ou família e unidade fabril avaliadosSomente o lote identificado

Como funciona o Modelo 5

A sequência varia conforme o produto, mas normalmente envolve:

  1. solicitação da certificação;
  2. análise dos documentos;
  3. definição do modelo ou da família;
  4. auditoria inicial do sistema de gestão da qualidade e do processo produtivo;
  5. plano de ensaios e seleção das amostras;
  6. ensaios previstos no RAC;
  7. tratamento de não conformidades;
  8. análise crítica e decisão de certificação;
  9. emissão do certificado quando os requisitos são atendidos;
  10. avaliações de manutenção e recertificação.

O certificado não possui validade anual por regra geral. Validade, auditoria, ensaios de manutenção e recertificação são definidos no RAC de cada produto.

Como funciona o Modelo 1b

No Modelo 1b, o solicitante apresenta a identificação e a rastreabilidade do lote. O OCP analisa os documentos, define ou valida a amostragem conforme o RAC e conduz a avaliação aplicável.

Os ensaios precisam representar o lote informado. Se o lote não atender aos critérios, as consequências seguem o RGCP e o RAC, inclusive quanto à impossibilidade de comercialização das unidades reprovadas.

O certificado emitido para um lote não pode ser usado para liberar outro lote. Marca, modelo ou fabricante iguais não ampliam o alcance do documento.

Modelo 1b não significa importação eventual

O Modelo 1b é frequentemente associado a operações de importação porque pode ser previsto para lotes identificados. Isso não transforma o perfil do importador no critério regulatório do modelo.

O ponto central é o lote. O produto pode ser nacional ou importado. O RAC informa se a certificação por lote é permitida, como identificar as unidades e qual modelo de LPCO utilizar quando houver anuência do Inmetro.

O Inmetro informa nos modelos oficiais de LPCO que os formulários específicos de certificação por lote correspondem ao Modelo 1b.

Quando o RAC oferece as duas alternativas

Alguns regulamentos permitem Modelo 5 e Modelo 1b. Nesses casos, o fornecedor deve avaliar a operação dentro das condições autorizadas pelo RAC.

O Modelo 5 costuma se relacionar a produção contínua e acompanhamento periódico. O Modelo 1b limita a avaliação a um lote. Essa diferença afeta documentação, auditoria, amostragem, ensaios, certificado e operações futuras.

Não é correto escolher um modelo por promessa de menor preço ou prazo sem verificar o regulamento. Quantidade de unidades, frequência de fabricação, localização da unidade fabril e disponibilidade de amostras são fatores de planejamento, mas não substituem o RAC.

Unidade fabril e rastreabilidade

No Modelo 5, a unidade fabril e o processo produtivo integram a avaliação. Uma mudança de fabricante ou de endereço fabril precisa ser comunicada e analisada conforme o RAC e o OCP.

No Modelo 1b, a rastreabilidade permite relacionar documentos, amostras, ensaios e certificado às unidades do lote. Informações divergentes podem impedir a conclusão do processo.

Ensaios e relatórios

Os ensaios aplicáveis são definidos pelo RAC e pelas normas referenciadas. A seleção do laboratório deve observar a ordem de prioridade e os critérios do RGCP.

Relatório estrangeiro ou emitido antes da abertura do processo não é automaticamente aceito. A possibilidade depende de previsão regulatória, escopo do laboratório, equivalência dos métodos, rastreabilidade e identidade do produto.

Registro de Objeto e LPCO

Certificado, Registro de Objeto e anuência de importação são etapas diferentes. Alguns regulamentos exigem registro após a certificação. Outros não.

Na importação, o modelo de LPCO depende do mecanismo, do modelo de certificação e da exigência de registro. O Portal Único e a base legal exibida para a NCM precisam ser consultados antes do embarque.

Como comparar corretamente

  1. Confirme o produto e sua finalidade.
  2. Localize a Portaria e o RAC vigentes.
  3. Verifique se o RAC admite Modelo 5, Modelo 1b ou ambos.
  4. Identifique família, lote e unidade fabril.
  5. Levante auditoria, amostragem e ensaios.
  6. Confirme manutenção, recertificação e validade.
  7. Verifique Registro de Objeto e LPCO.
  8. Confirme o escopo do OCP.

Para uma visão completa, consulte o guia de modelos de certificação INMETRO e a explicação da Portaria Inmetro nº 200/2021.

Perguntas frequentes
Qual é o modelo atual de certificação por lote?

É o Modelo 1b. Materiais antigos podem usar Modelo 7, mas a nomenclatura vigente do RGCP para lote é Modelo 1b.

Modelo 1b exige auditoria de fábrica?

A estrutura do Modelo 1b é centrada no lote identificado e nos ensaios previstos. As atividades concretas precisam ser confirmadas no RAC aplicável.

Modelo 5 sempre tem manutenção anual?

Não. A periodicidade de auditoria, ensaios, manutenção e recertificação depende do RAC do produto.

O importador pode escolher livremente o Modelo 1b?

Não. O Modelo 1b só pode ser usado quando o RAC do produto o admite e todas as condições do lote são atendidas.

O certificado do Modelo 1b cobre o próximo lote?

Não. O certificado se limita ao lote identificado e avaliado.

Declaração do Fornecedor é Modelo 1b?

Não. Declaração do Fornecedor e certificação são mecanismos diferentes. O Modelo 1b pertence ao mecanismo de certificação por OCP.

Fontes oficiais

  1. Portaria Inmetro nº 200/2021 e RGCP
  2. Produtos e serviços regulados pelo Inmetro
  3. Modelos de LPCO para certificação por lote

Conteúdo informativo. A aplicação do Modelo 5 ou do Modelo 1b depende do RAC vigente, das características do produto e da avaliação formal. Revisado em 17/08/2026.

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Equipe Técnica ABCPAvaliação da conformidade de produtos

Conteúdo técnico e informativo, elaborado com base nas fontes oficiais citadas. Os requisitos aplicáveis dependem do produto, do regulamento vigente e da avaliação formal.