Portaria INMETRO 319/2021: bombas centrífugas e motobombas
A Portaria INMETRO 319/2021 consolida os requisitos aplicáveis às bombas e motobombas centrífugas abrangidas pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem. Para fabricantes e importadores, o tema envolve enquadramento do produto, ensaios de desempenho, Declaração do Fornecedor, Etiqueta Nacional de Conservação de Energia e Registro de Objeto.
Guia técnicoLeitura: 6 minAtualizado em 16/08/2026
Para conhecer a atuação da ABCP como organismo certificador e os escopos atendidos, consulte os serviços de certificação de produtos da ABCP. Este guia se concentra nos requisitos da Portaria para bombas e motobombas.
O que a Portaria nº 319/2021 estabelece
A Portaria reúne o Regulamento Técnico da Qualidade, os requisitos de avaliação da conformidade e as regras de etiquetagem para os equipamentos descritos em seu escopo. O objetivo do programa é permitir que desempenho e eficiência sejam avaliados de forma comparável. Nem todo equipamento que movimenta água é automaticamente uma bomba centrífuga abrangida. Tipo construtivo, aplicação, potência, configuração do motor, forma de instalação, vazão e altura manométrica precisam ser verificados nas definições e exclusões do ato. O enquadramento deve partir do produto real. Catálogo comercial, curva hidráulica, desenhos, placa de identificação, manual, fotos e dados do motor ajudam a definir o tratamento correto.Quais produtos precisam ser analisados
O programa alcança bombas e motobombas centrífugas dentro dos limites técnicos previstos. Produtos submersíveis, periféricos, de deslocamento positivo, industriais especiais ou destinados a aplicações específicas podem ter tratamento diferente. Também é importante distinguir a bomba vendida separadamente da motobomba, que combina bomba e motor. A declaração, a etiqueta e a identificação precisam refletir a configuração efetivamente colocada no mercado. Não use apenas o nome escolhido pelo fornecedor estrangeiro. Uma ficha que chama o item de “water pump” pode não trazer elementos suficientes para concluir o enquadramento brasileiro.Mecanismo de avaliação da conformidade
Para esse programa, a regularização é estruturada pela Declaração do Fornecedor. O fornecedor reúne evidências, realiza as avaliações previstas e declara a conformidade. Em seguida, quando aplicável ao objeto, solicita o Registro de Objeto e usa a ENCE conforme as regras oficiais. A declaração não elimina a necessidade de ensaios e controles. O fornecedor continua responsável pela exatidão dos dados de desempenho e pela manutenção da conformidade ao longo do tempo.Converse com a equipe ABCP
Envie as características do produto para identificarmos as fontes regulatórias e o encaminhamento institucional aplicável.Como funcionam os ensaios de desempenho
Os ensaios avaliam parâmetros definidos no programa, como comportamento hidráulico, vazão, altura manométrica e eficiência. A curva declarada deve ser sustentada por resultados obtidos de acordo com o método aplicável. O relatório precisa identificar amostra, modelo, componentes relevantes, condições do ensaio e instrumentos utilizados. Se houver laboratório próprio, uso de comparação interlaboratorial ou outra condição prevista no RAC, todos os requisitos correspondentes precisam ser demonstrados. Não é seguro copiar a curva de um modelo semelhante. Mudanças no rotor, carcaça, motor ou configuração elétrica podem alterar o desempenho e a classe declarada.ENCE e informações comerciais
A Etiqueta Nacional de Conservação de Energia comunica dados padronizados do equipamento. As informações apresentadas no produto, na embalagem, no catálogo e no comércio eletrônico devem ser coerentes com a declaração e com o registro. Quando a regulamentação exige exibição da ENCE ou de seus dados em páginas de venda, a obrigação alcança a oferta digital. Imagem antiga, etiqueta de outro modelo ou classe sem evidência pode gerar inconsistência regulatória. O fornecedor deve guardar o arquivo aprovado ou gerado pelo procedimento oficial e controlar sua aplicação por modelo.Etapas práticas para atender à Portaria
Enquadrar o produto
Compare tipo de bomba, aplicação, potência, motor, vazão, altura manométrica e demais dados com o escopo.Definir modelos ou famílias
O agrupamento só pode ocorrer segundo os critérios do programa. Modelos comerciais diferentes não devem ser reunidos apenas por conveniência.Preparar o dossiê
Organize dados do fornecedor, fabricante, ficha técnica, desenhos, catálogo, identificação, curva hidráulica, manual e documentos de rastreabilidade.Planejar amostras e ensaios
Escolha amostras representativas e confirme laboratório, método, condições e documentação exigidos.Emitir a declaração e solicitar o registro
A emissão deve ocorrer somente depois da conclusão satisfatória das avaliações. O protocolo de registro não equivale à concessão.Aplicar a ENCE e manter controles
Revise produto, embalagem, catálogo, site e materiais de venda. Crie agenda para manutenção, alterações e renovação.Importação e Portal Único
O importador deve consultar o tratamento administrativo da NCM e a base legal exibida no Portal Único Siscomex. Se houver LPCO, o modelo solicitado precisa corresponder à operação e ao mecanismo regulatório. A análise por NCM deve ser complementada pelas características técnicas. Bombas diferentes podem compartilhar código fiscal e receber enquadramentos distintos. Antes do embarque, confira registro, modelo, titular, identificação, documentação e eventual anuência. Quando fabricante estrangeiro fornece apenas material comercial, é comum faltar curva completa, dados do motor ou rastreabilidade das amostras. Esses itens devem ser solicitados cedo.Mudanças no produto depois do registro
Troca de motor, rotor, material, fornecedor de componente ou faixa de desempenho pode afetar as evidências existentes. Antes de alterar o produto, avalie se a mudança exige revisão documental, novo ensaio ou atualização do registro. O controle de versões deve ligar desenho, relatório, declaração, ENCE e cadastro. Sem essa ligação, a empresa pode manter um registro ativo para uma configuração que já não corresponde ao item comercializado.Erros frequentes
- Enquadrar toda motobomba apenas pela NCM.
- Usar relatório de modelo diferente.
- Declarar curva sem correspondência com o ensaio.
- Exibir ENCE antiga ou de outro modelo.
- Confundir protocolo com registro ativo.
- Alterar motor ou rotor sem avaliar impacto.
- Perder prazos de manutenção por falta de calendário.
Perguntas frequentes sobre a Portaria INMETRO 319/2021
Toda bomba de água entra na Portaria nº 319/2021
Não. O escopo depende do tipo construtivo, da aplicação e dos limites técnicos definidos no regulamento.
O processo exige certificado de OCP
O programa usa o mecanismo de Declaração do Fornecedor. A linguagem de busca pode usar “certificação”, mas o fluxo técnico deve respeitar o mecanismo oficial.
A ENCE pode ser copiada de um modelo semelhante
Não. As informações da etiqueta precisam corresponder ao modelo e às evidências de desempenho aplicáveis.
O registro dispensa manutenção
Não. A empresa deve cumprir os controles e as avaliações periódicas definidos para o programa e confirmar o cronograma no cadastro oficial.
A NCM substitui o enquadramento técnico
Não. A NCM orienta a consulta aduaneira, enquanto o escopo depende do produto real.
Fontes oficiais
Consulte a legislação do Inmetro, o Programa Brasileiro de Etiquetagem e o cadastro de objetos regulamentados. Verifique alterações posteriores à Portaria nº 319/2021 antes de decidir.Precisa organizar a análise da motobomba
Separe catálogo, curva hidráulica, potência, tensão, motor, aplicação, fabricante e fotos da placa de identificação. O conjunto permite conferir as fontes corretas e identificar as lacunas documentais.Converse com a equipe ABCP
Envie as características do produto para identificarmos as fontes regulatórias e o encaminhamento institucional aplicável.ABCP
Equipe Técnica ABCPAvaliação da conformidade de produtos
Conteúdo informativo elaborado com base nas fontes oficiais indicadas. O enquadramento depende do produto real e do regulamento vigente.